Medidas do Governo devem reaquecer o Mercado Imobiliário
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Medidas do Governo devem reaquecer o Mercado Imobiliário

A crise econômica que vem afetando o Brasil está afligindo quase todos os setores da economia e com o setor imobiliário não é diferente. Junto com a instabilidade econômica, problemas como o desemprego, inflação alta, juros elevados, e a consequente perda de poder aquisitivo, contribuíram para a paralisação das compras e vendas de apartamentos.

A restrição de crédito também limita a retomada do setor, tanto na oferta quanto na demanda. Na prática, os juros elevados encarecem a parcela do financiamento — o que faz muitos consumidores postergarem a decisão de compra da casa ou apartamento próprio.

Para tentar reaquecer o setor, que é um dos que mais geram emprego, o governo adotou medidas para tentar fazer o mercado imobiliário voltar a crescer: o reajuste das faixas de renda e do limite de financiamento para o programa “Minha Casa Minha Vida” (MCMV) do governo federal e taxas de crédito menores pela Caixa Econômica Federal.

MCMV inclui famílias com renda superior

No MCMV, as mudanças são bastante significativas. Agora, famílias com renda mensal de até R$ 9 mil reais estão contempladas pelo programa. O uso do FGTS também está garantido para aqueles que optarem por essa opção e as condições são muito mais vantajosas do que o crédito imobiliário tradicional. O teto até então era de R$ 6,5 mil reais. Com essas alterações, mais gente, que antes tinha de financiar a juros altos, poderá se enquadrar no programa.

Outras faixas de renda também tiveram reajuste:

* Faixa 1: permanece em R$ 1,8 mil

* Faixa 1,5: de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil

* Faixa 2: de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil

* Faixa 3: de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil

Com o reajuste do valor das faixas no MCMV, as famílias com renda em R$ 6,5 e R$ 9 mil são as mais beneficiadas, pois agora, enquadradas na faixa 3 do programa, podem obter um financiamento com juros mais baixos, entre 8,16% e 9,16%. Fora do programa, as taxas praticadas variam entre 10% e 14%.

Uma família que financiava o valor de R$ 200 mil (taxa de 12% ao ano) pagaria em 30 anos o total de R$ 564 mil. Na nova regra, dentro da Faixa 3, a soma em 30 anos pelos mesmos R$ 200 mil seria de R$ 476 mil (taxa de 9,17% ao ano). Uma diferença de R$ 88 mil.

Já nas outras faixas as vantagens também são bastante interessantes. Quem está na Faixa 1 pode receber subsídio de 90% do valor do imóvel. Na Faixa 1,5, o benefício máximo passa de R$ 45 mil para R$ 47,5 mil, com 5% de juros ao ano. Na Faixa 2, o subsídio aumenta de até R$ 27,5 mil para o limite de R$ 29 mil, com 5,5% a 7% de juros ao ano.

As mudanças estão previstas para entrar em ação imediatamente, a partir da publicação da Resolução do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Caixa oferecerá juros menores para compra da casa própria

Hoje, com cerca de 67% do mercado de financiamento habitacional, a Caixa Econômica Federal está buscando maneiras de engrenar o setor que está bastante abalado pela recessão.

A Caixa pretende oferecer taxas menores no crédito imobiliário para clientes que forem considerados de menor risco, como os que deram uma entrada maior ou que financiaram seus imóveis em prazos mais curtos. Atualmente o banco pratica taxas de juros padronizadas para não correntistas.

O banco estatal federal foi o primeiro a anunciar cortes nas taxas de juros para o setor em novembro, após o Banco Central ter iniciado em outubro um ciclo de cortes da Selic. A Caixa não pretende promover novos cortes de juros no financiamento imobiliário nos próximos meses apesar da esperada queda da taxa Selic, porque leva em conta outros fatores de risco, como capacidade de pagamento dos tomadores.

O corte de juros não está em discussão agora na Caixa. Segundo o executivo da empresa, o banco desembolsou R$ 11,5 bilhões para financiamento imobiliário em dezembro, quase o dobro da média mensal registrada na primeira metade do ano.

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